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Como declarar Tesouro Direto no imposto de renda: passo a passo

Publicado em 27 de março de 2018 · Sem categoria · Atualizado em 29 de setembro de 2026

Para saber como declarar Tesouro Direto, o investidor precisa de duas fichas da declaração: em Bens e Direitos, informa cada título pelo custo de aquisição (o valor efetivamente aplicado), no grupo de aplicações e investimentos; em Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva, informa o ganho de resgates, vencimentos e juros semestrais, que já teve imposto retido na fonte. Os valores estão no informe de rendimentos da corretora ou do banco.

Quem investe no Tesouro Direto precisa declarar?

Ter títulos do Tesouro, por si só, não obriga ninguém a entregar a declaração. A obrigação depende dos critérios gerais definidos pela Receita, como rendimentos tributáveis acima do limite anual, patrimônio acima do teto fixado ou rendimentos isentos e tributados na fonte acima do limite.

Quem está obrigado, porém, precisa informar todos os bens e investimentos, inclusive o Tesouro Direto no imposto de renda, qualquer que seja o valor aplicado. O post original deste blog, de 2018, já chamava a atenção para esse ponto, que continua valendo.

Investidor consultando extrato de títulos públicos para saber como declarar Tesouro Direto na declaração anual
Passo a passo de como declarar Tesouro Direto

Como declarar Tesouro Direto em Bens e Direitos

Os títulos ficam na ficha Bens e Direitos, no grupo de aplicações e investimentos, no código destinado a títulos públicos e privados sujeitos à tributação. Para declarar títulos públicos, o investidor pode lançar um item por título ou agrupar os títulos de mesma natureza, desde que a discriminação seja clara.

Quem ainda tem dúvida sobre como declarar Tesouro Direto deve lembrar que cada compra aumenta o custo informado e cada venda o reduz, na proporção dos títulos vendidos. Assim, a ficha mostra sempre quanto do dinheiro do investidor continua aplicado.

O valor informado é o custo de aquisição, ou seja, quanto foi pago pelo título, e não o valor de mercado em 31 de dezembro. A declaração mostra a situação no fim do ano anterior e no fim do ano-base.

  • CNPJ: o da instituição financeira ou corretora que faz a custódia.
  • Discriminação: nome do título (por exemplo, Tesouro Selic, Tesouro Prefixado ou Tesouro IPCA+), vencimento, quantidade e instituição.
  • Título comprado no ano: a situação no ano anterior fica zerada e a do ano-base recebe o valor aplicado.
  • Título resgatado ou vencido: a situação no ano-base fica zerada e o ganho vai para a ficha de rendimentos.

Onde lançar os rendimentos

O Tesouro Direto tem tributação exclusiva na fonte: o imposto é retido no resgate, no vencimento ou no pagamento dos juros semestrais. Por isso, esses ganhos não entram como rendimento tributável na declaração e não aumentam o imposto do ajuste anual.

Os valores líquidos recebidos são lançados na ficha Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva, no código de rendimentos de aplicações financeiras, com o CNPJ da instituição que pagou. Títulos que não foram vendidos nem venceram no ano não geram lançamento nessa ficha.

Tabela regressiva do imposto

A alíquota diminui conforme o prazo da aplicação: 22,5% até 180 dias, 20% de 181 a 360 dias, 17,5% de 361 a 720 dias e 15% acima de 720 dias. Resgates em menos de 30 dias ainda sofrem IOF. O imposto no resgate do Tesouro é retido automaticamente, e o investidor apenas informa o que já foi tributado.

Onde encontrar os dados

O informe de rendimentos do Tesouro Direto é emitido pela corretora ou pelo banco em que o investidor mantém a custódia, normalmente disponível no aplicativo ou no site da instituição no início do ano. Ele traz o saldo por título, o valor aplicado e os rendimentos pagos.

A declaração pré-preenchida da Receita pode trazer parte desses dados, mas deve ser sempre conferida com o informe. Diferenças de valores entre instituições e declaração são uma das causas de malha fiscal.

Declare o título pelo valor aplicado, e não pelo saldo atualizado: a valorização só aparece quando há resgate ou vencimento.

Como a Noronha ajuda

A Noronha Contabilidade, em Águas Claras, prepara a declaração de investidores do Distrito Federal, conferindo informes de corretoras e bancos e lançando cada aplicação na ficha correta. Para enviar seus documentos, use o WhatsApp.

Conteúdo revisado pela equipe técnica da Noronha Contabilidade. Última atualização: .

As informações desta página têm caráter informativo e não substituem a análise individual de um contador. Normas tributárias mudam com frequência; confirme a regra vigente para o seu caso com a nossa equipe.

Perguntas frequentes

Dúvidas mais comuns

Como declarar Tesouro Direto comprado no ano passado?

Na ficha Bens e Direitos, no grupo de aplicações e investimentos. A situação no ano anterior fica zerada e a do ano-base recebe o valor pago pelo título, com o CNPJ da corretora que faz a custódia.

Informo o valor aplicado ou o saldo atualizado?

O valor aplicado. Em Bens e Direitos vale o custo de aquisição. O ganho só é informado quando há resgate, vencimento ou pagamento de juros semestrais.

Vou pagar imposto de novo sobre o Tesouro na declaração?

Não. O imposto é retido na fonte no resgate ou no pagamento de juros. Na declaração, o investidor só informa os rendimentos na ficha de tributação exclusiva.

Quem tem pouco no Tesouro Direto precisa declarar?

Só se estiver obrigado por outro critério da Receita. Estando obrigado, deve informar todos os investimentos, inclusive aplicações pequenas no Tesouro.

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